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do roubo de cerca de R$ 1 milhão, ocorrido no dia 25 de março
de 2009, na Federação Mineira de Futebol (FMF), o Ministério
Público Estadual (MPE) instaurou investigação para
apurar as circunstâncias em que ocorreu o fato e o porquê
de tal quantia estar sendo guardada num cofre em vez de ter sido depositada
numa instituição bancária.
Na época, a Federação se justificou dizendo que “os
valores havidos no cofre assaltado [eram] compostos de recolhimento de
jogos e de parcela destinada à FMF pelo contrato de cessão
dos direitos televisivos do Campeonato Mineiro do Módulo I, de
2009” e que “possui uma conta bancária com pouca movimentação
devido a várias penhoras eletrônicas realizadas que resgatam
os valores ali depositados, sem qualquer prévio aviso, inibindo
a resistência jurídica e legal por meio da titular da conta”.
Para apurar se a FMF cometeu alguma fraude tributária ou algum
crime, o MPE instaurou uma perícia contábil, dos últimos
12 meses fiscais, em que foram feitas análises profundas da documentação
financeira, de balanços, balancetes e contas bancárias da
Instituição, além de convocar para prestar esclarecimentos
o presidente e o tesoureiro da Federação.
Depois de analisar os fatos, o MPE concluiu que: o roubo de fato ocorreu
e o valor contido no cofre era de R$ 981 mil; a dívida da Federação,
com os cofres públicos, é de cerca de R$ 28 milhões,
sendo a maior parte dela, R$ 21 milhões aproximadamente, devida
ao INSS; foi constatado também que, desde quando assumiu, em 2003,
a atual administração da FMF mantém as contas, de
sua gestão, em dia e não acumula nenhuma dívida fiscal;
nenhum problema também foi constatado no fato da FMF priorizar
o pagamento de uma dívida em detrimento de outra e de manter o
dinheiro guardado em um cofre.
O Ministério Público Estadual informa também que
está acompanhando as investigações ligadas a identificação
dos autores do assalto ao cofre.
Belo Horizonte,
27 de maio de 2009. |