NOTA DE ESCLARECIMENTO
Ocorreu um roubo junto aos cofres da tesouraria na sede da FMF, na madrugada do dia 25 de março de 2009, nesta quarta-feira última. Segundo apurações preliminares das autoridades de segurança pessoas se esconderam dentro do prédio onde se localiza a Federação, aproveitando da realização de reunião promovida pelo Tribunal de Justiça Desportiva que se iniciou às 19:00 horas e findou por volta das 23:00, da terça-feira dia 24 de março de 2009. Terminados os trabalhos, as portas do edifício, que dão acesso à Av. Barbacena se fecharam, porta social de vidro e porta de aço comercial, momento em que foi anunciado o assalto pelo meliante que estava no interior do prédio. Rendido, o porteiro permitiu o acesso dos demais comparsas que aguardavam na via pública e traziam consigo os meios utilizados no arrombamento, dentre eles, maçarico, bala de oxigênio e bujão de gás de 13 quilos. Arrombaram a sala destinada à tesouraria, cortaram a porta do cofre e retiraram o dinheiro. Fugiram, deixando o vigia gravemente ferido a golpes de chutes, murros e coronhadas de revolver, provocando uma grande hemorragia, que tingiu de sangue a portaria. O porteiro do dia tomou ciência do fato, quando da sua chegada ao serviço, acionando a polícia e o socorro médico. No final da quarta-feira, cerca de 22:30 horas, foram apreendidos quatro suspeitos e recuperados R$ 360.000,00. As apurações continuam.

Questionada sobre o motivo de se manter alta quantia, em espécie, dentro dos cofres da entidade, a FMF esclarece:

A FMF possui uma conta bancária com pouca movimentação, devido a várias penhoras eletrônicas realizadas que resgatam os valores ali depositados sem qualquer prévio aviso, inibindo a resistência jurídica e legal por meio da titular da conta.

Todos e quaisquer débitos contraídos em desfavor da FMF são de responsabilidade de gestão anterior à posse da atual administração que ocorreu no dia 21 de fevereiro de 2003. Os maiores débitos atuais são referentes à Receita Federal do Brasil relativos à apurações, quanto a não recolhimento, recolhimento sem repasse, modalidade incorreta de recolhimento a Fazenda Nacional. Tais atitudes são consideradas crime e os responsáveis são investigados. Os valores que compõem a referida dívida são enormes, sendo que qualquer quantia depositada pela FMF é resgatada pelo credor e não faz frente ao crédito executado.

Os valores havidos no cofre assaltado são compostos de recolhimento de jogos e parcela destinada a FMF pelo contrato de cessão dos direitos televisivos do Campeonato Mineiro do Módulo I de 2009. O valor recolhido através da confecção dos Boletins Financeiros elaborados em cada jogo refere-se a INSS, ISSQN, Seguro Torcedor, dentre várias outras rubricas o que força a conclusão de que boa parte do numerário roubado é recolhido pela FMF e por ela pago às entidades destinatárias, sendo, apenas legal depositária.

Todo o numerário havido na FMF é escriturado e de fácil de comprovação esteado nos livros contábeis e auditados por auditores independentes como determina a lei.

NÃO SE TRATA DE DINHEIRO DEVIDO AO INSS, portanto NÃO HÁ SONEGAÇÃO FISCAL.

Inverso a esse conceito, a FMF foi considerada modelo pelo INSS sendo que o Boletim Financeiro, adotado no Brasil, teve origem aqui, após inúmeras ponderações do próprio fisco, através de seu Fiscal, conforme matéria veiculada em anexo.

Nesta gestão atual, não há qualquer débito, principalmente junto ao fisco, municipal, estadual, federal.

De forma diversa, a FMF retirou a dívida de R$ 14.518.310,86 (quatorze milhões quinhentos e dezoito mil trezentos e dez reais e oitenta e seis centavos) referente a débitos junto a particulares, trabalhistas, CBF, Prefeitura Municipal de Belo Horizonte e Governo do Estado de Minas Gerais. Hoje a FMF se orgulha de possuir as Certidões Negativas de Débito junto ao Fisco Municipal e Estadual, ausente apenas a Federal, cujos débitos foram gerados antes da posse da atual administração.

Não há como se colocar a vítima de um roubo no pólo de transgressor da lei. Essas medidas tomadas pela atual gestão da FMF é que lhe permitiram e permitem funcionamento, associada a um árduo trabalho de reestruturação financeira e reversão de imagem negativa junto à sociedade, pois a mesma foi herdada e que se procura reverter sem muito apoio alheio. É serviço silencioso e de pouca visibilidade, mas de muito proveito ao futebol mineiro.

Paulo Schettino
Presidente da FMF